Cloud and telecoms in Brazil: complementary but different

13 February 2026 | Regulation and Policy

David Abecassis | Julia Allford

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Brazil’s digital economy is increasingly central to its growth, innovation and global competitiveness, supported by strong digital infrastructure and a business sector that is rapidly adopting cloud-based technologies. As the government pursues its digital transformation agenda, questions are emerging about whether, and if so, how, to regulate this ecosystem. 

Anatel, the regulatory authority in charge of telecoms, has signalled an interest in extending its remit to include areas such as interconnection, data centres and potentially cloud and content delivery network (CDN) services. Leaving aside the need or justification for broader regulation, it is essential to ensure that any new regulation is designed and suited to clearly identified market failures, and to the specifics of the sector to which such regulation may apply.

This new report recognises the complementarity between cloud and telecoms. At the same time, it explains why these sectors are fundamentally different in how they operate, who they serve and the market dynamics that shape them. Telecoms regulation was designed for a sector with high barriers to entry, scarce resources like spectrum, and a history of state- owned monopoly. Cloud services, by contrast, developed as open, competitive markets with lower entry barriers, more flexible infrastructure, and customers – primarily businesses and public administrations – who are capable of self supplying IT services.

Extending telecoms-style regulations to cloud and CDN providers would increase costs, reduce investment incentives and ultimately narrow the range and quality of services available to Brazilian businesses. These impacts would fall not only on cloud users but also on consumers and content providers, as higher interconnection and compliance costs flow through the ecosystem. Such an approach could also slow the adoption of cloud, AI and data-centre innovation in Brazil, undermining wider digital ambitions. Repurposing a framework built for a different era and a different sector would also increase uncertainty without addressing a clearly demonstrated market failure. Any new regulation should therefore be evidence based, proportionate and targeted only where existing tools cannot address the problem, ensuring Brazil continues to benefit from investment, innovation and choice in both cloud and telecoms services.


A economia digital do Brasil é cada vez mais central para o seu crescimento, inovação e competitividade global, apoiada por uma infraestrutura digital robusta e por um setor empresarial que vem adotando rapidamente tecnologias baseadas em nuvem. À medida que o governo avança em sua agenda de transformação digital, surgem questões sobre se – e, em caso afirmativo, como – regular esse ecossistema.

A Anatel, autoridade regulatória responsável pelas telecomunicações, manifestou interesse em ampliar seu escopo para incluir áreas como interconexão, data centres e, potencialmente, serviços de nuvem e CDNs. Independentemente da necessidade ou justificativa para uma regulação mais abrangente, é essencial garantir que qualquer nova intervenção seja projetada de acordo com falhas de mercado claramente identificadas e adequada às especificidades do setor ao qual possa ser aplicada.

Este novo relatório reconhece a complementaridade entre nuvem e telecomunicações. Ao mesmo tempo, explica por que esses setores são fundamentalmente diferentes em seu funcionamento, no perfil dos usuários que atendem e nas dinâmicas de mercado que os moldam. A regulação de telecomunicações foi concebida para um setor com altas barreiras à entrada, recursos escassos como o espectro e um histórico de monopólio estatal. Os serviços de nuvem, por sua vez, desenvolveram‑se como mercados abertos e competitivos, com menores barreiras à entrada, infraestrutura mais flexível e clientes — principalmente empresas e administrações públicas — capazes de autoprover serviços de TI.

Estender a regulação típica de telecomunicações para provedores de nuvem e CDNs aumentaria custos, reduziria os incentivos ao investimento e, em última análise, limitaria a variedade e a qualidade dos serviços disponíveis para empresas brasileiras. Esses impactos recairiam não apenas sobre os usuários de nuvem, mas também sobre consumidores e provedores de conteúdo, à medida que custos mais altos de interconexão e conformidade se propagassem pelo ecossistema. Essa abordagem também poderia desacelerar a adoção de serviços de nuvem, IA e inovação em data centres no Brasil, comprometendo objetivos digitais mais amplos. Reaproveitar um arcabouço regulatório criado para outra era e outro setor aumentaria a incerteza sem resolver uma falha de mercado claramente demonstrada. Qualquer nova regulação deve, portanto, ser baseada em evidências, proporcional e direcionada apenas onde as ferramentas existentes não conseguem resolver o problema — garantindo que o Brasil continue a se beneficiar de investimento, inovação e escolhas em serviços de nuvem e telecomunicações.


This paper was sponsored by AWS and prepared independently by Analysys Mason.

Este relatório foi patrocinado pela AWS e preparado de forma independente pela Analysys Mason.

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Authors

David Abecassis

Managing Partner, expert in strategy, regulation and policy